VFNO Lisboa 2016

Pensei que ia escrever muita coisa, mas nunca o que vou acabar por aqui testemunhar.


Surpreendeu-me pela positiva. Esta edição foi realmente tourist friendly. Sobre os descontos e oferta comercial do evento não posso falar porque, muito honestamente, não explorei de todo, mas a verdade é que se fez uma festa bonita esta ano.

Acho que a primeira vez que fui ao VFNO foi em 2012, uma experiência que jurei ser a primeira e última. Infelizmente (ou talvez não), este ano tinha que ir trabalhar no evento e por isso teria sempre que cair em incumprimento da minha promessa. Lá fui e, para minha surpresa, lá me diverti. A verdade é que este ano não teve nada a ver com o ano que tinha tomado como exemplo. Muito menos pessoas, ruas circuláveis, e por isso um ambiente mais interessante e bonito - que é o que se quer em festas como esta.



Olhando pela óptica da organização e lojistas, se calhar o cenário para eles pareceu mais dantesco em comparação com anos anteriores, mas temos que ser honestos: apesar de ser "a noite mais fashion do ano" e "uma noite de compras com grandes descontos", ninguém vai ao VFNO para fazer compras. Vai-se para passear com uma rouba "xpto" e trazer brindes para casa. Compras fazem-se quando há pouca gente nas lojas, podendo fazer-se uma única excepção para a época de saldos - aí teremos que ter algum grau de tolerância ao "caótico".

Em conversa com algumas pessoas (incluindo-se aquelas que são conhecidas pelo seu especial gosto por moda), percebi que claramente não estava sozinha nesta minha compreensão do cenário. Tal como eu, a grande maioria também não participava no evento há já várias edições precisamente pelos mesmos motivos. Recordo-me que era impossível estar em qualquer loja da baixa e na rua éramos levados numa maré de gente que com encontrões nos obrigava a mexer involuntariamente. Era de loucos! Nem rede de telefone tínhamos...

Ou seja, parece que o modelo se calhar está um bocadinho esgotado e as pessoas já não estão tão para aí viradas. O que, por sua vez, tornou o evento muito mais agradável para quem acabou por decidir por lá passear.



Quando fui dispensada de funções desci dos meus 15cm de salto e pus-me nos meus adorados All Star para ver pelos meus próprios olhos o que um relance pela porta dos Armazéns do Chiado me sugeria. Realmente havia espaço para andar e eu ainda tinha algumas horas para aproveitar e explorar o ambiente.

Vi algumas activações giras pelas ruas, cheias de música e luz. Percorri chiado abaixo, avenida acima e a verdade é que me diverti bastante. Não às custas de ninguém que tivesse trazido a fatiota mais bizarra que tinha no armário (nestas coisas corremos sempre algum risco desse nível... e a verdade é que vi um tipo mascarado de Joker...), mas pelo video mapping da Tezenis, pelas aulas de dança que ainda apanhei (a do Millenium estava brutal!), pelo pequeno mercado que montaram na Praça da Figueira, entre uma série de outros pequenos pormenores.


A noite foi mesmo agradavelmente surpreendente, o que me faz pensar que talvez para o ano já queira ir fazer um pequeno desfile pelas ruas da baixa. Contudo, certezas mesmo só darei quando receber um certo e determinado convite que dá acesso ao melhor do VFNO: a festa privada.

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