Às minhas pessoas do mundo


Até já!
Vemo-nos pelo mundo.

Há algo especialmente atraente nas pessoas de espírito livre, dinâmicas, empreendedoras, criativas, interessadas e interessantes, cheias de conhecimento mas com sede de saber mais. São pessoas que não se prendem às rotinas, e a ambição e decisões diárias passam sempre pela simplicidade de "ser feliz". 

Fascinam-me. São pessoas racionais, mas que ao mesmo tempo se movem por sentimentos, dando mais valor ao imaterial e "às pequenas coisas". Qualquer ser pensante terá facilidade em compreende-las, sendo por isso mais fácil gostar delas. 

Estas pessoas têm também uma outra característica que advém de tudo isto: são "pessoas do mundo". Não se prendem a cidades, a países ou continentes, são exploradoras em busca da felicidade. E por isso, frequentemente as vemos partir sem data de regresso.


Imagino o quão difícil é partir para um lugar distante onde nada se conhece, onde até mesmo as diferenças culturais podem fazer a diferença num cumprimento. Imagino porque nunca emigrei, não me sendo legítimo afirmar sem conhecimento de causa. Mas é lógico: há um "tudo" a apreender de novo, sem ninguém ou com pouca gente que nos possa guiar. Por muito que se pesquise não há como assimilar o intangível e aquilo que só o dia-a-dia e as relações locais nos podem dar - caso contrário não viajaríamos, bastaria ver as imagens bonitas e as memórias de outros. Mas é por isso que estas pessoas são uma inspiração. É esta coragem e espírito de aventura que me atrai nelas, que me aproxima de cada uma quando a distância mais nos afasta.

Muitas das "minhas pessoas" são "pessoas do mundo". Estão aqui e ali, neste continente e noutros, desde ontem e desde há anos, mas não deixaram de ser "as minhas pessoas". Acho mesmo que em alguns casos isso as aproximou ainda mais de mim. Provavelmente porque me dão novas provas de que são tudo aquilo que já via nelas, e em especial por embarcarem numa aventura que também eu agarraria sem hesitar.



Para quem fica resta um misto de emoções cujas boas devemos teimar enfatizar - e sobre estas sim, é-me legítimo falar. É certo que restam as muitas saudades de alguém que o nosso quotidiano já não pode incluir, mas também fica o orgulho de alguém que corajosamente partiu em busca da sua felicidade. E é isso que verdadeiramente importa, porque a distância encurta-se com as novas tecnologias, e além disso o mundo está cada vez mais pequeno. Ver e ouvir o outro lado do mundo pode acontecer todos os dias e estar lá é coisa para só demorar umas horas.

A verdadeira riqueza destas experiências é o quanto me faz feliz uma felicidade que não é minha. A amizade não se perde por quilómetros. Fica connosco, vai com quem parte e acha-se pelo mundo.

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