Entrei nos...

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Todos os anos, com a aproximação ao meu aniversário, sou inundada de medos. Não há ano que passe que não receie os sinais de não ser correspondida da mesma forma pelas pessoas de quem mais gosto. Por isso não combinei jantar para juntar ninguém. Deixei simplesmente que as coisas acontecessem e que o seu rumo natural definisse o que seria o meu 22º aniversário. No que é que deu? Num dos melhores aniversários que já tive.

O simbolismo do corte de cabelo encheu-me de força e novas perspectivas para mais um ano. Parecia que todos os meus medos se tinham tornado absurdos. Só conseguia pensar na felicidade da criança que ia colocar uma farta cabeleira de cor castanha-clara dali por umas semanas (ou meses, não sei), uma cabeleira que eu tinha ajudado a construir de forma tão natural.

Além de tudo isso, tive direito a 3 grandes momentos de celebração. Bem, na verdade, foi uma semana inteira de "parabéns" para mim. Festa com a família no dia do aniversário, festa com as amigas do trabalho no dia seguinte e festa com os amigos mais próximos no fim-de-semana seguinte. Como se isso não bastasse, a semana que sucedeu o meu aniversário foi cheia de presentes, até mesmo das marcas que costumo consumir. E nada disto foi planeado por mim. Partiu de um consenso entre todas as partes de que, naturalmente, havia uma data a comemorar.

Como é que este cenário poderia ser melhor? Não é preciso ninguém fazer anos para nos juntarmos assim. Nem em família, nem entre amigas de trabalho, nem entre amigos mais próximos. É que o "naturalmente" é estarmos juntos com frequência, é divertirmo-nos, é apreciarmos e darmos valor à companhia de cada um.

Gosto muito desta atenção especial uma vez por ano, mas gosto ainda mais de saber que posso ser útil e fazer a diferença na vida de alguém que nem conheço e de concluir que sou muito afortunada por estar rodeada de pessoas fabulosas 365 (ou 366) dias por ano.
Que venha mais um ano disto e, esperemos, muito mais!





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